Sábado, Setembro 18, 2010

De onde eles vieram?

Este texto é sobre ufologia. Trata-se de um rascunho de teoria que pensei numa divagação dia desses. Para tanto, esse esboço se baseia em duas hipóteses. A primeira é que vida inteligente fora da Terra existe. A segunda é que pelo menos uma dessas formas de vida se trata dos extraterrestres de tipo mais consagrado na nossa cultura: os baixinhos, magrelos, cabeçudos, de olhos enormes. Como a foto aí embaixo.

Imagem retirada daqui
(esta é nova, a antiga tinha assustado alguém, hehehe...)

Apenas para constar; considero as duas hipóteses acima razoavelmente plausíveis, visto que, primeiramente, a vastidão do universo realmente abriga possibilidade de haver mais de um tipo de vida, e de vida inteligente como a nossa. Segundo, porque tenho a convicção de que é muito difícil que relatos por todo o planeta sobre esses ETs (como os da foto) sejam mera fraude ou coincidência.

Muito bem. Assumindo essas duas hipóteses, não é estranho que esses ETs, vindos de outro lugar qualquer do espaço, sejam morfologicamente tão semelhantes a nós? Digo, se Darwin está certo com relação à sua evolução das espécies, significa que a vida vai se alterando conforme mutações completamente aleatórias. As que resultam em mudanças que tornam o organismo mais adaptável a seu meio acabam sendo preservadas e assim se vai por milhões e milhões de anos, centenas deles, com diversas espécies se distinguindo umas das outras e sobrevivendo ou não a alguns momentos de extinções massivas. Sendo assim, é muito, muito estranho que ETs sejam tão parecidos conosco, não?

Eles têm o corpo parecido; tanto em tamanho quanto em disposição de membros (cabeça, tronco, dois braços, duas pernas). A cabeça tem dois olhos, uma boca, às vezes duas narinas, às vezes dois ouvidos ou mesmo algo que lembre um par de orelhas, dependendo do testemunho. São características não apenas humanas, mas pertencentes, num geral, a diversos tipos de animais; répteis, anfíbios, mamíferos, aves.

Ora, se as chances de haver vida pelo espaço sideral, e vida inteligente ainda por cima, são extremamente remotas (chances essas “compensadas” hipoteticamente apenas pelo tamanho absurdo do universo), que dizer de existir um tipo de vida que evoluiu de maneira extremamente parecida com a nossa?

Mesmo na Terra, nós, animais com essas características descritas acima, somos uma parcela relativamente pequena em termos de variedade de DNA. Em outras palavras, se imaginássemos um leque e dispuséssemos nele todas as formas de vida que já passaram e as que ainda existem neste planeta, nós seríamos apenas uma pequena fração desse diagrama. Notem a figura abaixo; ela esboça a diversidade biológica desde o suposto início da vida. Nós, humanos, estamos em “animais”, apenas um galho de uma frondosa árvore.


Mas, mesmo entre os animais, existe bastante coisa diferente. Nesta outra figura, veremos que os animais com as características parecidas com as nossas são apenas os cordados (a parte verde clara).


E não é ainda qualquer cordado. Joguem isso na Wikipedia e verão que ainda há muita coisa entre eles que não se parece exatamente conosco (ou com ETs).

Será mesmo que houve tanta coincidência no espaço afora? De haver uma evolução assim tão parecida com a nossa? Talvez o planeta de onde os ETs vêm precisasse ter características semelhantes às do nosso. Nesse caso, além da sorte de haver uma evolução tão parecida, ela precisaria ter acontecido exatamente num planeta parecido com o nosso. Mas tal planeta ainda é desconhecido pelos nossos telescópios, e eles têm descoberto bastante coisa, a distâncias muito grandes, inclusive. E isso nos leva ao último ponto da teoria ensaiada aqui.

O Paradoxo de Fermi, feito pelo renomado cientista de mesmo nome, pode se resumir no seguinte: “se o universo é tão grande a ponto de acolher tanta vida alienígena inteligente, então... cadê todo mundo?”. Em outras palavras, embora seja fácil conceder que o tamanho imenso do universo ofereça fartas possibilidades de albergar vida inteligente, não temos rigorosamente nenhuma evidência disso (cientificamente aceita, pelo menos). Uma das “saídas” desse paradoxo se explica justamente pela primeira parte de sua formulação: o espaço seria tão grande que as distâncias simplesmente impossibilitariam a comunicação entre civilizações.

Isso significa que fica ainda mais difícil de imaginarmos que esses ETs tenham se desenvolvido praticamente da mesma forma que nós, em um planeta muito semelhante ao nosso, em algum lugar muito distante do universo, e consigam ainda assim nos visitar. As linhas de raciocínio não se cruzam a não ser por uma chance muitíssimo pequena. É difícil sustentar isso mesmo que hipoteticamente. Talvez uma outra hipótese fosse mais razoável. Algo nas seguintes linhas, que o leitor já deve ter imaginado:

E se esses ETs simplesmente tivessem origem no nosso próprio planeta? E se, depois de se desenvolverem tecnologicamente, tivessem partido para a conquista do espaço?

Isso explicaria a semelhança morfológica com seres vivos daqui e de quebra superaria o Paradoxo de Fermi. Não é algo difícil de imaginar, creio. Em termos de civilização, nós, humanos, temos uns dez mil anos de existência. O que será que conseguiríamos fazer em mais dez mil anos? Se imaginarmos que a civilização dos ETs tenha surgido ainda que muito rusticamente por volta de cinquenta mil anos atrás – o que é um nada em tempo evolutivo – provavelmente hoje eles seriam capazes de curtir umas viagens pelo cosmo. Observando a gente como a gente observa bactérias em cultura, talvez.

A única incongruência seria o fato de não terem deixado nenhuma evidência aqui no nosso planeta. Mas pode ser que eles tenham bolado alguma forma de não se expandir doentiamente pelo globo, ou foram capazes de criar uma civilização menos agressiva à natureza. Talvez tenham mesmo inventado alguma tecnologia que limpasse seus sinais. Ou, simplesmente, seus sinais passam imperceptíveis por nós. Pelo menos essa teoria parece confirmar um monte de outras que ligam o passado de nossa civilização a esses “deuses astronautas”, como diria Erich von Däniken. Inclusive, poderia explicar muita coisa sobre o tal “elo perdido” entre hominídeos e ser humano atual, coisa que alguns pleiteiam como “salto evolutivo induzido” por tecnologia alienígena... mas eu não vou continuar falando disso senão vão começar a me chamar de lunático para baixo.

Mas de qualquer forma, é um raciocínio interessante, penso eu. Contudo, eu dei uma pesquisada na internet e não achei nada parecido. Talvez não tenha procurado o bastante. Se alguém souber de algo, pode, por favor, comentar e me dizer onde posso procurar mais coisas sobre isso?

1 comentários:

wilsonkm disse...

meu tio tava comentando de um filme que conta uma história do tipo, a de que o alienígena é um humano do futuro, que voltou no tempo para nos alertar das nossas cagadas de hoje (mutação genética, 'brincar de deus', creio). mas não sei o nome do filme, ouvi a conversa de lado. mas não creio que seja difícil achá-lo.